Há 125 anos

    Noite de quinta-feira, 17 de agosto de 2023, justiça autoriza que Vasco x Atlético-MG seja disputado no Maracanã. Menos de 24h após a decisão, ingressos esgotados.

    Domingo, 53’ do segundo tempo, Braulio da Silva Machado leva o apito à boca e encerra a partida. Vitória do Vasco. Vibração, euforia, apoio, canto, festa da torcida. “Parecia um título”, disseram os rivais. “Que bobagem”, “o vascaíno é muito emocionado”, “não ganharam nada”... Não sabem nada sobre o que é ser Vasco.

    Já tinha dito Ademir Menezes, grande ídolo desse clube colossal, “sou um homem dominado pelo coração, e meu coração é dominado pelo Vasco”. Isso é ser Vasco. Vibrar com cada bola recuperada, com cada corte. Cantar, cantar e cantar. Explodir. Jogar cerveja para o alto no gol. Viver cada jogo tal qual uma final de campeonato. Estar consciente sobre seu papel na sociedade, lutar pelos excluídos. Chorar...

(Reprodução: Vasco da Gama)

    Pouco depois do jogo contra o Galo, divulga-se um vídeo do Edmundo completamente emocionado com o fim da partida, não conseguia nem falar. Lembro que fui em um Bahia x Vasco em 2017, Fonte Nova. Entrei no estádio junto com a multidão, cantando a plenos pulmões, milhares de nós. Emoção impossível de ser contida, os olhos marejaram fácil, o coração pulsa diferente. “Veja como é grande o meu sentimento...” Da mesma forma fora do estádio. Imagino que a casa de cada vascaíno e cada local que transmite um jogo se torna um pequeno São Januário. Vive-se o jogo como se a distância entre nós e os jogadores fosse de apenas alguns metros. Sudeste, sul, norte, nordeste, centro-oeste, em todos os Brasis e no exterior. Não importa onde, o sentimento é o mesmo.

    Hoje é um dia importantíssimo para nós. Há 125 anos era fundado o gigante, colossal, Club de Regatas Vasco da Gama. Clube fundado por portugueses e descendentes destes. Clube que lutou pelos negros e operários. O Clube da Resposta Histórica. O único com estádio próprio construído pelos seus torcedores. O primeiro campeão continental do mundo. Aquele que revelou o maior artilheiro do Campeonato Brasileiro. Único clube brasileiro a ter conquistado a Libertadores da América no ano do seu centenário O responsável pela “Virada do Século”. O legítimo Clube do Povo. Nosso primeiro amigo. Vamos festejar na Barreira, gritar que o Vasco é tudo isso e que nós somos o Vasco. E o que importa a opinião dos outros? Eles nunca vão entender esse amor.

    Parafraseando algo que li por aí, não é o Vasco que tem uma torcida, é uma torcida que tem o Vasco para si. Nós somos o Vasco há 125 anos e ainda o seremos por muitos mais anos. Vida longa. Ao Vasco tudo!

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