A base é forte!
Todo jogador sonho em decidir uma partida, em ser herói. Imagina, então, fazer isso diante de mais de 13.000 torcedores, incluindo sua família e, literalmente, em casa... Essa foi a história de Marrony, 19 anos, no jogo contra o Bahia (dia 24). O garoto, me arrisco a dizer, nos salvou. Fazíamos uma péssima partida, criamos poucas chances e não vencer seria se afundar de vez. O garoto nos deu novo ânimo e garantiu 3 importantes pontos.
Depois do jogo, vi um questionamento acerca de quantas vezes a base foi, do ponto de vista positivo, determinante nas partidas. Decidi fazer uma lista considerando os jogos importantes de 2017 e 2018. Vamos lá:
- Coritiba (Brasileirão 2017): gol de Thalles;
- Vitória (Brasileirão 2017): gols de Paulo Vitor, Guilherme Costa e Thalles;
- Atlético-MG (Brasileirão 2017): dois gols de Paulinho;
- Grêmio (Brasileirão 2017): gol de Matheus Vital;
- Santos (Brasileirão 2017): gol de Evander;
- São Paulo (Brasileirão 2017): gol de Caio Monteiro;
- Ponte Preta (Brasileirão 2017): gol de Paulinho;
- UdC - (Libertadores 2018 - jogo de ida): dois gols de Evander;
- UdC (Libertadores 2018 - jogo de volta): gol de Paulinho;
- Jorge Wilsterman - (Libertadores 2018 - jogo de ida): gol de Paulinho;
- Botafogo (2018) - fase grupos do Carioca): gol de Paulinho;
- Fluminense (2018) - semifinal do Carioca): gol de Paulinho;
- América-MG (Brasileirão 2018): gols de Caio Monteiro e de Bruno Cosendey;
- Cruzeiro (Brasileirão 2018): gol de Andrey;
- Bahia (Copa do Brasil 2018 - jogo de volta): gol de Andrey;
- Bahia (Brasileirão 2018): gol de Marrony.
Um clube que deseja ser forte e tem a pretensão de conquistar títulos precisa de uma categoria de base bem estruturada e com capacidade para revelar bons jogadores. No caso dos clubes brasileiros, além dos jogadores da base serem importantes dentro do campo, eles cumprem um papel importante no ponto de vista financeiro. O Vasco, por exemplo, não tem ainda mais dificuldade para fechar as contas do ano justamente porque vende jogadores formados na Colina e conta também com o mecanismo de solidariedade da FIFA (nosso atual "patrocínio master"). Apesar do financeiro ser importante, a torcida se preocupara mais com o resultado dentro de campo (e ela não está errada). O "custo benefício" de um jogador proveniente da base na maioria das vezes é melhor do que o de jogadores considerados medalhões. A molecada tem, geralmente, um salário inferior ao dos mais velhos. Além disso, jogadores da base conhecem o clube, as vezes até moram em alojamentos do próprio clube, demonstram maior respeito pela camisa e jogam com maior dedicação e empenho, grande parte, inclusive, é vascaína. É muito importante a utilização desses atletas, lançá-los nos profissionais com responsabilidade, mas sem medo. Nós da torcida também precisamos ter paciência, afinal, os jovens adquirem experiência com o tempo e é jogando que eles se aperfeiçoam. A base vai resolver todos os nossos problemas? É claro que não. Mas ela é sim uma das soluções.
Embora seja ruim que muitos dos nossos atletas profissionais estejam no departamento médico, essa situação abriu uma brecha para que mais jovens fossem promovidos ao time principal. É provável que, por conta das ausências e também pela falta de qualidade de alguns atletas, novos nomes apareçam no banco de reservas e quem sabe até no time titular. Além de Marrony, são eles: Moresche (atacante), Hugo Borges (atacante), Rafael França (lateral direito e volante), Rodrigo (volante) e Dudu (meio campo). Que sejam bem aproveitados, que as categorias de base recebam maiores investimentos e que se olhe mais para elas antes de se contratar novos jogadores. Muitas vezes a solução para nossos problemas é caseira e santo de casa faz milagre.
Saudações vascaínas.


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