Quando o adversário é um Gigante Black
É lindo ver um drible desconcertante com o vídeo em câmera lenta; vê-se a precisão de quem aplica o drible e a reação dos jogadores de uma maneira espetacular. No entanto, assistir 47min de um jogo em slow motion não é recomendado. Infelizmente, foi isso que Fluminense e Vasco nos proporcionaram nesse fim de tarde de sábado. Os jogadores simplesmente andavam em campo; ficavam com a bola no pé, olhavam para um lado, para o outro e nada de produtivo surgia. Intensidade era ZERO. Não me recordo de nenhuma jogada de velocidade no primeiro tempo. O Vasco fez um primeiro tempo horrível e, como de costume, não conseguiu manter a pegada do último jogo contra o Inter. Nenhuma chance clara de gol para o nosso lado. Enquanto isso, o Fluminense, apesar de ter um time tão limitado quanto o nosso, conseguia manter o mínimo de organização e quase abriu o placar duas vezes. Felizmente, Martín, que vive sua pior fase desde que chegou no Clube, fez duas boas defesas e garantiu o 0X0 na etapa inicial.
Como "pior que tá não fica", o Vasco resolveu ao menos entrar em campo no segundo tempo. Para não perder o costume, nosso pseudo treinador manteve o time com os mesmos jogadores, afinal, antes de fazer substituição, ele precisa ouvir a torcida vaiar o jogador e pedir sua saída, gosta da pressão (só pode). O que todo mundo sabia que haveria de acontecer se deu aos 11min, pouco depois de a torcida cantar sua nova música de arquibancada "ooooooo, tira o Fabrício!". Em 1min Thiago Galhardo conseguiu fazer mais que seu companheiro em 58min: depois de se movimentar, coisa que Fabrício não faz, cruzou uma bola e esta bateu no braço do zagueiro tricolor. Aí, senhoras e senhores, é o destino. O freguês fez o pedido e Maxi, um gentleman, atendeu: bola para um lado, goleiro para o outro.
Pausa rápida na história do jogo para lembrar-vos um pouco da freguesia tricolor. Nos últimos 34 jogos (contando o de hoje), o Vasco venceu 18 vezes e só perdeu 6 jogos. Se o Fluminense fosse sócio do Vasco, ele seria um Gigante Black, perdendo apenas para o Botafogo que seria claramente um sócio estatutário.
Voltando ao jogo de hoje, Thiago Galhardo ainda puxou um bom contra-ataque e fez a gente se lembrar que Marrony estava no jogo (o garoto foi pouco acionado no ataque, mas colaborou com a recomposição defensiva). Depois disso, só sofrência. Galhardo, quem sabe se com o objetivo de não ficarmos muito revoltados com Fabrício, deu um passe displicente para trás e o Fluminense quase chegou ao empate na sequência. Nosso time sentou na vantagem e foi pressionado até o fim, correu sérios riscos e confirmou que nenhum vascaíno sofre de problemas cardíacos. Se sofrêssemos, queridos(as), já estaríamos mortos há tempos. Felizmente o jogo acabou com uma vitória nossa.
Os pontos positivos do jogo de hoje, felizmente, superaram os negativos. Ganhamos, Thiago Galhardo confirmou que é uma opção mais lógica e 'menos pior' que Fabrício improvisado, Maxi não levou cartão, Rildo is back, Martin teve atuação segura e não levamos um gol (!). Próximo jogo é contra o Grêmio titular, claro, e creio que um empate é um resultado bastante satisfatório. Infelizmente teremos uma semana livre o que significa que Valentim vai ter muito tempo para piorar o time.
Na minha primeira simulação, eu coloquei um empate contra o tricolor e não uma vitória, o que significa que compensamos 2 pontos perdidos contra o Sport, falta apenas 1 e torço para ser contra o Grêmio para nos aliviarmos ainda mais. Ah, se algum tricolor for reclamar e/ou chorar perto de você por causa do jogo de hoje, diga que ele está certo, afinal, o freguês sempre tem razão.
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Saudações vascaínas


Bela percepção do que aconteceu e acontece jogo após jogo. Até sobre a piora que o time tem quando demora pra jogar.
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