A peneira vascaína


66 gols sofridos. Seis jogos perdidos por 3 ou mais gols de diferença. Quatro partidas sofrendo 4 gols. Mais gols tomados do que em toda temporada de 2017, quando o time teve a defesa vazada 64 vezes*. Com 42 jogos, média de 1,57 gols sofridos por partida. Entre os grandes times, o Vasco da Gama tem a PIOR defesa.
                Em 2017, o Vasco sofria com problemas no ataque, eram poucos os gols marcados. Em toda a temporada do ano passado, o time marcou 61 gols. Já em 2018, o time carioca já mandou 64 bolas para o fundo das redes adversárias. É claro que o clube sofre com a falta de equilíbrio; se fazemos muitos gols, também tomamos muitos; se tomamos poucos gols, fazemos poucos.
                No início desse ano, sofremos com as saídas de Anderson Martins, Madson e até mesmo Jean (não é fácil admitir isso, no início eu também achava que o Desábato se sairia melhor, mas sua última grande atuação foi contra o América-MG, no último 05 de maio). Além disso, Breno estava machucado, assim como Ramon. Ou seja, começamos a nova temporada com uma linha defensiva totalmente diferente de como terminou 2017. Não bastassem essas perdas, tínhamos que conviver com as péssimas e inseguras atuações de Paulão e Erazo e com os laterais, defensivamente, pouco inspirados.
                Felizmente, a parada para a Copa serviu para o time se reorganizar. Erazo foi para o Barcelona de Guayaquil; Wellington e Fabrício deixaram de fazer parte dos planos da comissão técnica. O volante, juntamente com o zagueiro (ou não) Paulão, acertou sua saída do clube carioca. Compensando as saídas, chegaram o lateral direito Lennon (antes da pausa para a o Copa) e o zagueiro Oswaldo Henriquez, o Bocanegra.
                Os três primeiros jogos pós-Copa nos deixaram otimistas quanto ao sistema defensivo; apenas 1 gol sofrido tendo jogado contra o Bahia, que já havia derrotado os cariocas duas vezes por 3x0, Fluminense (clássico) e o Grêmio, um dos melhores times brasileiros, com um jogador a menos. Na quarta-feira, 25, voltamos, no entanto, à realidade. Jogo na altitude, defesa perdida, jogadores mal posicionados: 3 gols da fraca LDU. Mas ok, não tínhamos Breno, não tínhamos Desábato. Foi mesmo o jogo de domingo, contra o Corinthians, que fez com que nossa apreensão voltasse. QUATRO gols sofridos no segundo tempo. Novamente, defesa mal posicionada, falta de cobertura dos volantes. Nem a presença de Breno que, claro, nos dá mais segurança, foi capaz de segurar o ataque corintiano. Lição: não podemos depender simplesmente da boa atuação de um único jogador.
                O que nos anima para o restante do ano, em relação à zaga, é a possível e provável chegada de Leandro Castán. Especulado no clube carioca na últma semana, o jogador, segundo seu próprio empresário, já tem acordo verbal com o Gigante da Colina. De acordo com o globoesporte.com, o Vasco pretende anunciar o zagueiro até o fim de semana. Apesar de não estar com destaque no cenário mundial, o atual jogador do time italiano Cagliari chega como reforço de peso para o restante da temporada e alguns vascaínos já o imaginam como o salvador da pátria e esperam que vingue a dupla Breno-Castán.
Se tudo ocorrer como o esperado, o Vasco passará a contar com 5 zagueiros no seu elenco principal, além do próprio Castán.
- Werley: atuações medianas e boa opção para o banco;
- Miranda: promessa da base que tem muito a evoluir, especialmente a parte física;
- Oswaldo Henriquez: jogador experiente, mas precisa de mais jogos para ser avaliado (só atuou alguns minutos contra o Grêmio e como titular contra a LDU);
-Ricardo Graça: zagueiro que apresenta boa técnica, mas que vem oscilando nos últimos jogos. É jovem e pode ajudar muito a equipe principalmente se evoluir fisicamente;
-Breno: xerife da zaga, qualidade técnica inquestionável e um jogador que passa tranquilidade e confiança para seus companheiros. Bem fisicamente e longe das lesões é o nosso melhor zagueiro. Precisa, no entanto, controlar o seu temperamento para evitar cartões amarelos e expulsões.
O questionado e, porque não dizer fraco, Jorginho precisa aproveitar bem seus jogadores e ORGANIZAR o sistema defensivo sem se esquecer dos volantes (talvez valha a pena testar Raul no lugar de Desábato) que vem deixando a desejar nas coberturas das laterais e na proteção da entrada da área.

Jogos em que o Vasco sofreu 3 ou mais gols em 2018:

              J. Wilsterman 4 x 0 Vasco    (21/02)
Vasco 4 x 3 Boavista            (04/03)
Botafogo 3 x 2 Vasco           (21/03)
Racing x Vasco                     (19/04)
Vasco 0 x 4 Cruzeiro            (02/05)
Bahia 3 x 0 Vasco                (09/05)
Bahia 3 x 0 Vasco                (27/05)
Internacional 3 x 1 Vasco    (13/06)
LDU 3 X 1 Vasco                (25/07)
Vasco 1 x 4 Corinthians      (29/07)



*Não foram considerados os jogos da Flórida Cup 2017.

Saudações vascaínas.

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