O gosto de torcer

Poucas coisas são tão ruins para um amante do futebol quanto perder jogo do seu time; é terrível saber que ele está jogando enquanto você está sem notícias dele. Claro, às vezes você tem algo mais importante para fazer, algo mais urgente. No entanto, você não tem como se irritar com aquele jogador que só te faz raiva. Não tem como tirar aquela bola com o grito que deu em casa a 1000 km de distância do estádio. Não tem como dizer que o juiz está roubando e que, por isso, seu time não faz gol.
Na segunda, cheguei em casa em cima da hora, o jogo já estava começando. Perdi todo o pré-jogo, não consegui ver se a torcida tinha recepcionado o ônibus com os jogadores, não sabia o porquê de Galhardo estar no time titular se Lennon tinha sido contratado, e já estava um tanto irritada (quem não ficaria?), tudo isso porque não consegui ver as notícias antes do jogo. Não deu tempo nem de comprar uma Coca-cola pra assistir o primeiro tempo. Pelo menos consegui assistir o jogo por completo. Uma pena que não conseguimos a classificação.
Na quinta, o jogo era às 20h, mesmo horário de segunda. Mas quinta é dia de Igreja (aliás, seria possível jamais colocar jogo do Vasco para dia de quinta?). Felizmente só perderia uma parte do jogo, conseguiria assistir mais da metade. Claro que, mais uma vez, não tive tempo de comprar a amada Coca-cola (minha irmã ficou incumbida dessa missão no fim das contas). Se tivesse voltado da Missa num carro, poderia ter assistido uns 10min a mais do jogo, mas nem tudo são flores. Caminhando e correndo quando dava, cheguei em casa com o jogo no terço final do primeiro tempo. Felizmente ainda estava 0x0, o que significa que não tinha perdido a oportunidade de gritar gol; infelizmente o Vasco não estava ganhando. No segundo tempo não sei se gritei mais com Wagner perdendo gol feito, com o nosso gol ou com o gol idiota que tomamos no fim do jogo (quando Martín fez aquela última defesa e o jogador tricolor perdeu o gol, cheguei a pensar que a vitória era mesmo o destino).
Quem não gosta de futebol, quem acha que é “só um jogo”, pode pensar que é uma besteira assistir um jogo, mas não é. A gente sabe que não é. Não assisto simplesmente por querer que o Vasco ganhe. Assisto porque gosto, é uma paixão. Claro que, ganhando, a felicidade é muito maior, mas, mesmo que perca, tive o prazer de ver meu time jogar. No estádio, no barzinho, em casa, sozinho, acompanhado, é sempre bom ver jogo do Vasco.



P.S.: Jorginho, não põe Evander, põe GALHARDO! O bom, é claro.

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