Vasco 1 x 4 Corintinhias

Vasco x Corinthians foi um jogo que deveria ter acabado nos primeiros 45min. Jogar em Brasília, às 11h, é complicado; temperatura alta, baixa umidade, sol a pino. Os primeiros minutos da partida basicamente se limitaram a um estudo tático do jogo, como as defesas deveriam se posicionar. A partir dos 10min o Vasco tomou conta do jogo. Finalização de Pikachu e de Rios de fora da área; cabeçada com rebote de Cássio e chance desperdiçada por Andrey. O time conseguia criar chances, se postar bem defensivamente. Com a bola sabia o que fazer, sem ela sabia como se defender. Além disso, o Corinthians jogava mal, não criava chances de gol, era praticamente nulo.
O Vasco marcava a saída de bola corintiana e o time paulista, frequentemente, errava passes e entregava a bola para os cariocas. Estes faziam um jogo tão bom que até o questionado Evander jogava bem, apresentava boa técnica e, pasmem, arrancava com a bola. Como nem tudo são flores, Kelvin destoava. Vamos abrir um parêntese para falar sobre ele. Se o critério para se escalar um jogador é apenas a velocidade, há algo de errado, pois, quem só tem velocidade e está jogando futebol está no esporte errado. A modalidade correta para esse tipo de jogador é o Atletismo. Nosso atacante de lado tem dificuldades técnicas inquestionáveis; não domina corretamente, erra passes fáceis, não marca bem e no que deveria se sair melhor (o um contra um) raramente se sai vitorioso. Voltando ao jogo, no fim do tempo em que o Vasco entrou no campo, aos 44min, Pikachu, nosso melhor jogador na temporada, após começar a cair pela esquerda enquanto Kelvin era deslocada para a direita, ganha a disputa com Fágner e sofre o pênalti. O próprio paraense faz a cobrança e, com bola para um lado, goleiro para o outro, gol do Vasco. Prêmio para o melhor time em campo, resultado merecido.
Como vascaíno nunca fica em paz e o time do Vasco jamais pode ser elogiado antes do fim do jogo, tivemos um segundo tempo completamente diferente do primeiro. Sabe aquela organização e aquele bom posicionamento? Sabe aquele primeiro tempo ruim do time do Corinthians? Tudo caiu por terra. Logo aos 3min, após erro no ataque, o time paulista saiu em contra ataque e, depois de Martín Silva sair do gol de uma maneira que até agora estamos tentando entender, gol do Corinthians. Assim como na partida contra a LDU, os jogadores se preocuparam apenas em ficar dentro da área sem acompanhar quem vinha de fora. Romero, livre, marcou o que seria o primeiro de seus 3 gols na partida. Após aquele gol, parecia que o Vasco havia perdido as forças. Aos 12min o Corinthians, novamente com Romero, ampliou. O lado direito, que vinha sendo nossa força defensiva nos últimos jogos, deu mole e o paraguaio, com falha da marcação, recebeu para finalizar sozinho na pequena área.
Jorginho olhou para o banco e achou que a melhor alternativa era Wagner no lugar de Evander. Muito pouco para um técnico da grandeza do Vasco; trocou seis por meia dúzia. Além do mais, se o jogador da base vascaína foi titular, é porque Wagner vinha decepcionando. Enquanto isso, permanecíamos com o improdutivo Kelvin em campo. Este viria a ser substituído mais a frente por Lucas Santos, aposta da base. As substituições, no entanto, não tiveram êxito e, aos 33min, logo após a parada para hidratação, saiu o terceiro gol corintiano. Se Mateus Vital não fez valer a lei do ex com gol seu, não deixou por menos e sofreu um pênalti, questionável, mas por culpa da manhã pouco inspirada do sistema defensivo vascaíno. Gol de Jadson na cobrança. O segundo tempo foi só do Corinthians e, ao som de “olé”, tomamos o quarto e derradeiro gol, o terceiro de Romero. O jogador paraguaio tem direito de pedir música no fantástico e, a mais indicada, é o Hino do Vasco, pois  foi uma verdadeira mãe para os corintianos nesse 29 de julho. Felizmente o jogo acabou aos 51min; se durasse mais um pouco, o Vasco seria capaz de tomar o quinto gol.

Tiramos alguns ensinamentos do jogo de hoje. O primeiro: não podemos nos empolgar com o time do Vasco. O segundo: ainda há muita coisa para se melhorar na defesa vascaína, pois não podemos simplesmente depender de uma boa atuação de Breno. O terceiro: Jorginho não é técnico para o Vasco. O quarto: precisamos urgentemente de um atacante de lado. O quinto: o time precisa parar de cair de produção no segundo tempo. E ainda há questionamentos a serem feitos: vale a pena vender o mando de campo? O bom dinheiro que conseguimos com a renda dessa partida (e que podemos conseguir com outra) vale a pena? Será que, se o jogo fosse em São Januário, teríamos bom público e um resultado melhor dentro de campo?
Domingo tem mais, São Paulo x Vasco.

Saudações vascaínas

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