Teste pra cardíaco

O pré-requisito para ser vascaíno é, com certeza, não ter problemas no coração.
Vocês já perceberam que em grande parte das vezes, quando achamos que vai dar errado, acaba dando certo? Antes do jogo desse domingo, até o mais otimista dos vascaínos olhava para a nossa sequência de jogos e tinha calafrios. Grêmio, LDU (fora de casa), Corinthians, São Paulo, LDU (de novo) e Palmeiras. Ufa. Só teríamos um alívio contra o Ceará (com todo respeito ao vozão), era o que pensávamos. Mas a competência do Vasco fez com que nossas expectativas mudassem ao menos um pouco. Começamos o jogo em cima, tocando bem a bola e, com menos de 5min, já tínhamos criado duas chances de gol; uma entrou, gol do questionado Rios; a outra, um chute da nossa maior revelação no ano, Andrey, quis que a máxima “se não é sofrido, não é o Vasco” se confirmasse mais uma vez parando na defesa de Grohe.
Pikachu teve mais uma boa chance após passe de Andrey. Mas, infelizmente, tivemos um jogador expulso. Uma das coisas que mais faltam para nossa arbitragem é “CRITÉRIO”. O Bahia, na última segunda-feira, fez cera desde os primeiros minutos de jogo. Sim, o juiz daquele jogo usou o cartão, mas se o tivesse feito com a mesma rigidez de Igor Junior Benevenuto Oliveira (árbitro desse domingo), teria expulsado alguém. Henrique foi imprudente, é fato, mas esse é um fato que eu precisava registrar. Depois da expulsão, naturalmente, o Grêmio tomou a frente das ações ofensivas e, apesar de não ter tido aquela grande chance, ficou em cima, assustou e fez o coração dos vascaínos sofrer um pouco. O Vasco teve dois bons contra-ataques. No primeiro, Paulo Vitor demorou demais para soltar a bola e acabou não levando perigo para o gol de Marcelo Grohe. No segundo, o preterido (acho que posso dizer assim) Thiago Galhardo levou bem a bola, cruzou, mas, para que nosso sofrimento se estendesse até os quase 52min, PV não alcançou a bola. Em mais uma bola na nossa área, aos 51min, Luiz Gustavo, com inteligência, mas quase nos matando do coração, deixou a bola passar para que Martín a segurasse e o jogo, enfim, terminasse.
Grande vitória, daquelas que nos dão moral para seguir em frente. Agora, uma sequência de jogos que parecia mortal, deixa-nos menos assustados e mais otimistas. Além disso, sabemos que, do coração, não vamos morrer.

Saudações vascaínas.

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