Bota casaco, tira casaco

Bota casaco, tira casaco. Parece Karate Kid, mas na verdade é nosso Vasco, tanto no futebol quanto na política. Quer ver só? Vamo falar primeiro do futebol. Em setembro, o Vasco perdeu mais um jogo para o Vitória e as expectativas para o futuro eram as piores possíveis. A próxima partida seria contra o Flamengo. Imagina só um time que não conseguiu pontuar contra um outro que lutava contra o rebaixamento enfrentar um que brigava pelo título? A gente já tinha não só tirado o casaco, mas também jogado-o no chão. De repente o time tem uma atuação que excedeu em muito todas as expectativas, arrancou um empate e poderia ter vencido o jogo. Apanhamos o casaco. Veio, então, um jogo em casa contra uma equipe que ultimamente tem sido uma pedra no nosso sapato. Apesar de uma atuação deplorável, o 2x1 contra o Bahia garantiu três pontos e nos deixou mais esperançosos. Aí já estávamos aquecidos com o casaco no corpo. Não durou muito e o clima esquentou. Mais duas partidas terríveis e dessa vez sem vitória cagada. Mesmo considerando as ausências no time do Cruzeiro, a vitória contra os mineiros foi de extrema importância e, com os ânimos revigorados, partimos para nossa primeira vitória fora de casa, seria um respiro aliviado no campeonato, uma ascensão na tabela, a rodada contribuiria, Sport com time comandado (ou não) por Milton Mendes e... PERDEMOS.

Difícil aceitar, mas não acreditar. Durante o jogo comentei que o Vasco é um time MUITO inconstante. Depois de uma atuação segura contra o Cruzeiro, os jogadores simplesmente não conseguiam se encontrar em campo. E (com licença para um trocadilho) a inconstância tem sido uma constância. O grupo parece que se perde de uma partida para outra; é incrível como estão focados e concentrados num dia e no seguinte parece que nunca atuaram juntos, ficam inseguros, não trocam 4 passes seguidos e, esquecidos de que Maxi é nosso principal jogador, simplesmente não o procuram para uma jogada. A verdade é que não podemos nos empolgar em nenhum momento, precisamos rezar muito para que, quando jogarmos um pouquinho melhor, consigamos a vitória e apostar as nossas fichas nos jogos em São Januário. Esse bota casaco, tira casaco vai continuar até o fim, podem ter certeza.


Agora vamos de política. Na noite desse 22 /10, o juiz auxiliar André Pinto, da 52ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, concedeu a liminar que anula a eleição do Vasco. Anula, manda para outra Vara, anula de novo, vai, não vai. O quanto e se a questão da eleição interfere dentro de campo é assunto para outro texto. A questão aqui é quando isso terá fim, quando será confirmada uma nova eleição (na minha visão não outra maneira de se resolver uma fraude se não anular aquilo que foi proporcionada por ela) e quando teremos um presidente de fato. Essa falta de certeza interfere nas emoções dos torcedores, não nos garante uma segurança. Já estamos no fim de outubro e isso precisa ser resolvido o quanto antes. Enquanto os processos não forem finalizados, seremos obrigados a ouvir o Campello chorar pelos cantos, reclamando da oposição como se ela fosse a responsável pelo desempenho do futebol. Esão vai não vai precisa acabar o quanto antes. Se pelo menos fosse tirar o Casaca, mas tirar o casaco já não dá mais.

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Saudações vascaínas


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