O sofrimento não pode parar

   Se o Vasco não estragou nossos dois últimos fins de semana, conseguiu estragar nossa segunda-feira. Diretamente de São Paulo para o Paraná para enfrentar o lanterna. Duvido muito que algum vascaíno que venha fazendo as contas para não cairmos tenha simulado outro resultado contra o Paraná que não uma vitória, ainda mais depois de arrancarmos um empate contra o Santos. Mas se tem algo que o Vasco bem sabe fazer é nos decepcionar. Jogou bem contra o Flamengo, depois foi aquela bagunça contra o Bahia; empatou com o Santos e, bem, segundo Pikachu, fizemos uma das melhores partidas do ano (sim, teve essa cara de pau).
   
                                               
     (Foto: Carlos Gregório Jr./Vasco)






     O Vasco dominava o jogo, estava até bem em campo, buscava manter a posse de bola. Até que o show dos trapalhões começasse. Castan cortou de cabeça na direção de Cosendey que bobeou (grande novidade). Aliás, vou abrir um parêntese para tentar entender como um jogador de 21 anos, 1,85m, com as pernas maiores que eu, não consegue ter o mínimo de velocidade e cansa com menos de 45min de jogo. Assim como no jogo contra o Bahia, um chute a gol desviou em Castan, a bola enganou Martín e entrou. 9min de jogo. Se algum vascaíno não se desesperou, não sei o que o faria se desesperar. O bando, quer dizer, o time mostrou o que é de verdade: uma bagunça. Criou chances de gol, é verdade, mas muito mais no "vamo lá" do que na qualidade técnica dos seus jogadores. Na base da vontade poderíamos ter saído com a vitória, mas a falta de precisão nas finalizações era de doer os olhos. O que também fazia doer os olhos era a atuação de Rafael Galhardo; também, quem mandou ressuscitá-lo? O custo benefício de Pikachu em seus piores dias de marcação é infinitamente melhor que o de Galhardo em seu melhor dia. E pensar que já foi eleito melhor lateral do Brasileirão 2015, incrível. Ramon, o lateral que não vai à linha de fundo e que só é respeitado por motivo de não se chamar Henrique, num raro bom momento no ataque, driblou o marcador do Paraná e sofreu o pênalti. Maxi não quis correr o risco do time ter mais uma chance desperdiçada e assumiu a responsabilidade da cobrança. Paraná 1 x 1 Vasco. Era um alento e uma expectativa de melhora para última etapa. Bastava forçar um pouco mais que sairíamos com a vitória.

     Valentim voltou do intervalo com Palestrinha no lugar do cansado Cosendey, mas manteve, não se sabe o porquê, Rafael Galhardo no time. Pasmem, meus amigos e minhas amigas, tomamos pressão do Paraná, lanterna, 11 gols no campeonato. Já havíamos escapado do segundo gol no primeiro tempo e contamos com um pouco de sorte no início do segundo. O Vasco, no entanto, não conseguia se encontrar em campo. Thiago Galhardo parece ter entrado de corpo mole, uma falta de respeito. Nosso estimado técnico queria a vitória; pronto para se lançar ao ataque, olhou para o banco de reservas, viu Marrony e Kelvin, pensou consigo: "Marrony é jovem, promissor, foi decisivo contra o Bahia, tá confiante; Kelvin só foi decisivo esse ano contra o, com todo respeito, poderoso América-MG em MAIO; certo, vou escolher Kelvin." Aí, vascaínos(as) não tem sorte que dê jeito. Mesmo assim, a fragilidade do time paranaense é tão grande, que nosso amado camisa 7 ainda conseguia ganhar no mano a mano; mas é pedir demais que ele também acerte cruzamentos, né?! Ou uma coisa ou outra, os dois não dá. Como toda desgraça é pouca, aos 12min do segundo tempo, nosso melhor melhor zagueiro foi expulso. Trocou um gol muito provável por uma expulsão. Culpa de todo o sistema de marcação. Perdemos assim mais uma alteração, era preciso botar um novo zagueiro para compensar. Se a situação já estava complicada, aí, então, nos afundamos de vez. Apesar de tudo, as chances apareceram, mas alguns jogadores fizeram questão de atrapalhar os contra ataques (palmas para o Palestrinha). Num bate rebate retado no final do jogo, quase conseguimos empatar, porém, o castigo por ter Galhardo na lateral faz parte da vida dos vascaínos. Dois jogadores se salvaram no jogo de hoje: Maxi (gol, bons pivôs e nenhum cartão; não sei o que seria de nós se não fosse ele) e Martín (que falhou numa saída do gol, mas fez duas boas defesas).

       O que esperar daqui pra frente? Contra os grandes conseguimos manter o mínimo de organização e ser competitivos. Contra os pequenos é uma baderna sem fim. Valetim não aprende com os jogos, insiste com Thiago Galhardo (jogando com má vontade) como volante, mantém Rafael Galhardo, pretere Marrony em relação a Kelvin, é uma pilha de nervos à beira do campo e, ainda por cima, vem na entrevista (foi induzido ou não?) falar que a oposição tenta tumultuar o ambiente, sendo que, depois do jogo contra o Santos, os jogadores nem voltaram para o Rio, ficaram distantes de toda a situação. Agora estamos aqui, na pegada de Michael Clarke: À espera de um milagre. 

      Aproveito a declaração de Valentim para pedir que não sejamos idiotas a ponto de achar que, se formos rebaixados, será culpa da oposição. Buscamos o rebaixamento desde de Janeiro, quando o ilegítimo deu um golpe. Não venha ele, agora, querer tirar o seu da reta. Grande parte do elenco foi montada por ele; Jorginho, PC Gusmão, Alexandre Faria, Alberto Valentim, todos foram contratados pelo presidente. Quem inviabiliza o clube não é a anulação da eleição. 

      Só para 'empolgá-los' para o clássico contra o Botafogo, vou deixar aqui o que pode ser a próxima escalação do time (tentem, ou não, ficar em paz depois): Martín, Rafael Galhardo, Luiz Gustavo, Henriquéz, Ramon, Maranhão, Andrey, Cosendey, Fabrício, Rios e Maxi.
Minha preferência é: Martín, Pikachu, Luiz Gustavo, Henriquéz, Ramon, Maranhão, Andrey, (qualquer volante que não seja Cosendey), Giovanni, Rios e Maxi.
       Nesse pique, o sofrimento não vai parar tão cedo.


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      Saudações Vascaínas. 

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