Um Vasco novo - Parte 1
01 de janeiro de 2018 começou cheio de expectativas para, se não todos, a maioria dos vascaínos. A chapa Sempre Vasco Livre havia derrotado a de Eurico na primeira parte das eleições em 2017. Faltava os conselheiros confirmarem, na Lagoa, a vontade dos sócios. Como sabemos, isso não aconteceu. Alexandre Campello resolveu mostrar as garras, conseguiu apoio e, juntamente com a maioria dos conselheiros, traiu não só Júlio Brant, mas também TODOS os que votaram na chapa da qual o ilegítimo participava. Campello assumiu o clube, então, sem o apoio da maioria dos vascaínos. A herança do "Eurico contas pagas" caiu no colo de alguém que não tinha nenhum projeto pronto para o Vasco. Passamos o ano todo sem patrocínio master, porque, cá entre nós, quem em sã consciência investiria num clube com aquela baderna? Para nossa sorte, Campello conseguiu o apoio de algumas pessoas competentes e que estão ajudando nosso clube. Mesmo mais um ano de austeridade nos aguarda, e não poderia ser diferente. Mas o que esperar do time profissional em 2019? Nenhuma irresponsabilidade pode direcionar o planejamento, é preciso colocar a cabeça no lugar e só colocar a mão no bolso quando tiver certeza de que o dinheiro será bem investido. Até agora as seguintes contratações foram confirmadas por Alexandre Faria:
- Bruno César: chega de 'graça'. O Vasco não pagou nenhuma multa pela contratação do atleta, mas o Sporting terá preferência numa futura venda de Thalles Magno, promessa da base. Apesar das dúvidas sobre o físico do jogador, o meia tem uma boa qualidade técnica e, com vontade e bom preparo físico, pode acrescentar muito a uma posição bastante carente no elenco vascaíno. Além disso, Bruno pode sanar uma outra necessidade do time: a bola parada.
- Ribamar: também chega ao clube sem custos e, não apenas isso, o Vasco ficou com 50% dos direitos econômicos do jovem, o que pode render dinheiro numa futura negociação. Com a saída de Rios (pelo preço do salário, o Vasco agiu certo, diga-se de passagem), era necessário contratar alguém. Ribamar, além de centroavante, pode ser testado como atacante pelos lados, posição carente no time. Está longe de ser uma contratação ruim e parece oferecer um bom custo benefício.
- Cláudio Winck: é lateral direito e garante ao Vasco 50% dos seus direitos econômicos, sendo mais um que pode trazer dinheiro para o clube futuramente. É um jogador com problemas defensivos e que agride muito. Não é um nome que nos empolga, mas as laterais, especialmente a direita, vêm sendo um problema e, não que seja parâmetro para algo, mas não pode ser pior que Rafael Galhardo e Lenon.
- Raúl Cáceres: é outro lateral direito, mas esse já garante uma melhora significativa para o time e chega para ser titular. Não é velho, tem 27 anos, mas é experiente e seguro. Bom defensivamente e sabe a hora de apoiar. É outro que chega de 'graça'.
- Danilo Barcelos: lateral esquerdo. Mais uma boa opção para as bolas paradas, também pode atuar como ponta. Atuando por clubes menores se destacou mais do que jogando no Atlético-MG. Vem por empréstimo e pode ser útil principalmente no início do ano enquanto Ramon (que, talvez por conta das lesões, ficou longe de fazer um bom 2018) está fora. Esperamos que seja um ano de alto rendimento e de poucas lesões (o contrário do elenco vascaíno de 2018).
É preciso reconhecer que o Vasco está sendo criativo, se mexendo bem no mercado, e que as peças contratadas melhoram o elenco. No entanto, essas contratações não são suficientes. É necessário um atacante de lado confiável, um primeiro volante e um zagueiro (tudo leva a crer que Luiz Gustavo não renovará, então precisaremos de mais alguém para a zaga). Não é fácil, pois é essencial não fazer loucuras, manter a austeridade e os pés no chão. Além das contratações interessantes, foi muito importante a manutenção de Leandro Castán no elenco. Jogador com boa técnica, liderança e que tem tudo para evoluir ainda mais esse ano. Apesar da estremecida na relação entre o jogador e a torcida, será uma peça importante em 2019. Maxi López qualquer bom vascaíno sabia que permaneceria no clube, afinal, sempre demonstrou respeito e passou as férias mostrando que está satisfeito no clube. Tem tudo para fazer grande temporada e se tornar um ídolo.
Há algumas soluções caseiras que podem e devem ser levadas em consideração:
- Bruno Ritter: volante, utilizado poucas vezes, mas, quando o foi, mostrou qualidade e confiança. Expectativa de crescimento nesse ano. Parece ter mais técnica que William Maranhão.
- Marrony: atacante de lado, não é um velocista, mas tem boa velocidade. Precisa melhorar as finalizações e evoluir na parte física. É uma promessa.
- Lucas Santos: vai jogar a copinha e tem potencial. Ultimamente vem jogando mais por dentro. Dizem que a pouca estatura pode atrapalhá-lo, mas conhecemos um baixinho que não deixou isso acontecer.
Outras promessas da base podem contribuir com o time principal. Estas serão melhor observadas na copinha, competição na qual o Vasco estréia sexta-feira. Esse blog acompanhará os jogos e analisará melhor os jogadores com maior potencial. A comissão técnica do clube com certeza também o fará.
Lembrando que dos jogadores que retornam de empréstimo somente Guilherme Costa deve ser aproveitado, mas, se você acompanha o clube, não se empolgará muito com isso.
Vamos lá, Vasco, nosso 2019 precisa muito de você para ser especial.
Mais a frente falarei sobre as mudanças na comissão técnica com suas chegadas e saídas. Continuem acompanhando e sigam o twitter @DonaDoMeioCampo para mais novidades.
Feliz ano novo. Saudações vascaínas.


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